A cozinha trabalhou toda a manhã para o lanche das crianças.
Tudo está no ponto, sincronizado como um relógio, ás 16 horas tudo começa.
O reboliço a excitação está no ar, mas o silêncio é imposto, a Carla e a dona Margarida pensaram em tudo ao pormenor, a música de Natal torna tudo mais mágico.
É Natal na escola da Ribeira.
O lanche é devorado num instante, todos estão ansiosos para ir para a festa, até eu...
Após tanto trabalho e empenho, chegou o dia da verdade, esperemos que corra pelo melhor.
Como começa a ser tradição, lá fora chove, e nós estamos neste salão frio a dar os últimos retoques.
Os pais cedo começam a chegar, o salão começa a compor-se, cada ano está melhor, mais pais vêm há festa e nós e os vossos filhos ficamos muito felizes por apreciarem o esforço de todos para vos dar um bom espectáculo.
E começa...
O jardim de infância e prolongamento abre com "Fantasia de Natal na Quinta do Tio Manel".
Acho que fiquei sem palavras...
São maravilhosos, o Joaozinho, fez um Tio Manel perfeito, parabéns ao reguila.
Por-los a dançar o rancho, foi arriscado, mas resultou na perfeição.
Lindos.
E o anjinho "angelical"
Maria e José muito ajuizados.
Seguiu-se o 4º ano com a "Balada da Neve"de Florbela Espanca
Balada de Neve
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
O meu piolho, passava a vida a dizer o poema e por curiosidade, fui pesquisar para partilhar com vocês.
A próxima actuação, aposto surpreendeu toda a gente, a nossa associação é sempre muito original...
A solo no palco a Francisca do 2º ano surpreendeu-nos com este lindo poema.
A solo no palco a Francisca do 2º ano surpreendeu-nos com este lindo poema.
Hoje é dia de Natal
Mas o menino Jesus
Nem sequer tem uma cama,
Dorme na palha onde o pus.
Recebi cinco brinquedos
Mais um casaco comprido.
Pobre menino Jesus,
Faz anos e está despido.
Comi bacalhau e bolos,
Peru, pinhões e pudim.
Só ele não comeu nada
Do que me deram a mim.
Os reis de longe trazem
Tesouros, incenso e mirra.
Se me dessem tais presentes,
Eu cá fazia uma birra.
Às escondidas de todos
Vou pegar-lhe pela mão
E sentá-lo no meu colo
Para ver televisão.
Luísa Ducla Soares
A tarde caminha a passos largos e a minha imaginação não pára e alguém ficou muito surpreendido.
Dizem os colegas na bancada - "o que ela está a fazer no palco" a Rosa é claro, que desempenhou o papel na perfeição.
E lá sobem ao palco os surpreendidos que pelo trabalho que já aqui relatei num texto atrás, mereciam o reconhecimento publico e o nosso agradecimento.
Ao Rui e à Sílvia tudo de bom.
Agora fui eu a surpreendida pelo meu filho, que em casa estava sempre a trautear a lengalenga, mas não se descoseu. E assim os meninos do 1º ano proporcionaram-nos um momento divertido e orgulhoso ,lá estavam todos os pais babados, eu inclusive.
Pausa para um interlúdio.
Um bocado cumprido é verdade, mas consolamos-nos de ver os nossos meninos, mas suas actividades diárias.
Depois o momento tão esperado chegou.
O musical" Família de bonecos de neve "pelos alunos do 1º ciclo, com a encenação do professor Rui Costa Monteiro.




Devo dizer brilhante, ficamos sempre derretidos com o seu trabalho. Claro sendo os nossos filhos as estrelas.
As imagens valem mil palavras, e todos estiveram maravilhosos.
"Do nascimento do menino Jesus aos nossos dias"- um pequeno teatro encenado pela associação de pais que nos passeou por Belém com Reis magos e um menino Jesus real que se portou à altura do feito, sereno e tranquilo como o papel o obrigava, Boa João, filho da presidente da assembleia a Andreia e irmão da Clarinha.
Mas faltava o ponto alto da festa o PAI NATAL, que surgiu da chaminé como manda a tradição e presentes distribuiu a todos, para aquecer o coração.











